Em janeiro de 2020, Ana Paula Rosa da Silva, então com 34 anos e grávida de gêmeos, procurou o Hospital do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, para realizar o parto. No entanto, apenas um dos bebês foi entregue à mãe.
Exames de ultrassom realizados durante o acompanhamento pré-natal confirmavam a gestação gemelar. Apesar disso, a equipe médica afirmou que havia somente um feto no útero no momento do nascimento. Sem conseguir respostas sobre o paradeiro do outro bebê, Ana Paula decidiu buscar esclarecimentos na Justiça.
Depois de cinco anos sem explicações, em dezembro de 2025, a Justiça condenou a Prefeitura de São Paulo, responsável pela unidade hospitalar, ao pagamento de uma indenização de R$ 100 mil para Ana Paula. A decisão ainda cabe recurso.
A juíza Erika Folhadella Costa destacou o sofrimento prolongado de Ana Paula pela ausência de informações e pela impossibilidade de acesso ao corpo do filho. A magistrada concluiu que a gravidade da conduta do hospital é significativa e que a mãe tem direito ao sepultamento do filho desaparecido.

