Polícia indiciou sócios de academia em SP por morte de mulher em piscina

Três sócios da academia C4 Gym foram indiciados por homicídio após a morte de uma professora durante.
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A Polícia Civil de São Paulo indiciou os três sócios da academia C4 Gym por homicídio, após a morte da professora Juliana Bassetto, de 27 anos, durante uma aula de natação. A suspeita inicial aponta que Juliana pode ter sido exposta a gases tóxicos gerados por produtos químicos usados na limpeza da piscina. Quatro outras pessoas que estavam na mesma atividade continuam internadas.

Os sócios, Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração, prestaram depoimento e não se manifestaram publicamente. O delegado Alexandre Bento, que está à frente do caso, mencionou que os sócios teriam omitido socorro e tentado obstruir as investigações. Ao tomarem conhecimento do falecimento, um dos sócios orientou um funcionário a ir à academia para dissipar os gases e alterar a cena do crime.

O funcionário responsável pela mistura dos produtos químicos, Severino Silva, de 43 anos, não possui formação técnica para a função e afirmou que recebia instruções sobre a combinação e dosagem dos produtos via mensagens de celular. A polícia aguarda laudos e análises químicas para confirmar a causa da morte e das internações, enquanto investiga a possibilidade de uma reação química tóxica devido à mistura inadequada de produtos.

Os relatos indicam a utilização inadequada de cloro em quantidades excessivas, realizada por pessoas sem habilitação. O MP-SP também instaurou um inquérito civil para investigar a atuação da rede C4 Gym, que possui franquias no Estado, buscando verificar a responsabilidade das unidades da rede no ocorrido.

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