Ministério Público questiona versão de coação no caso do cão Orelha em Florianópolis

Relatório policial indica coação e ameaças contra testemunha, mas Ministério Público atribui os fatos a conflitos pessoais.
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O Ministério Público de Santa Catarina contestou o relatório da Delegacia de Proteção Animal que aponta coação contra o pai de um adolescente e um acompanhante no caso da morte do cão Orelha. O documento do MPSC afirma que as abordagens ao porteiro do condomínio não estão relacionadas às investigações sobre maus-tratos ao animal, mas a conflitos pessoais e à repercussão de imagens divulgadas nas redes sociais.

A delegada Mardjoli Valcareggi registrou o indiciamento por coação em 26 de janeiro, baseado no depoimento do porteiro, que alegou ter sido intimidado pelo pai do menor e outro homem no condomínio da Praia Brava. O relatório policial descreve que o pai do adolescente e o acompanhante, com sinais de embriaguez, abordaram o porteiro de forma intimidatória, inclusive com um “volume na cintura”, embora não tenham encontrado armas durante o cumprimento de mandado de busca na residência do acusado.

O Ministério Público concluiu que não há evidências de que os adultos pretendiam obstruir as investigações sobre maus-tratos a animais. Eles atuaram, segundo o MPSC, por desavenças pessoais e após o porteiro divulgar fotos envolvendo os adolescentes no episódio.

As acusações contra os menores perderam força ao longo da investigação, uma vez que uma testemunha admitiu ter mentido ao afirmar nas redes sociais que possuía vídeo do espancamento. O MPSC ainda solicitou a exumação do corpo do cão para uma perícia direta que esclareça as agressões sofridas pelo animal.

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