A defesa de Carla Zambelli finalizou as audiências de instrução no processo de extradição e afirmou que todas as testemunhas solicitadas foram negadas. Entre elas estava Eduardo Tagliaferro, que poderia explicar suposta perseguição política a autoridades brasileiras.
A recusa dos juízes alegou irrelevância dos depoimentos, o que foi interpretado pela defesa como uma violação ao direito de ampla defesa. Isso fere princípios garantidos pela Constituição da República Italiana, como o artigo 24, que assegura proteção judicial para direitos e interesses legítimos.
A equipe jurídica também questionou a prisão preventiva da ex-deputada, já que seus passaportes estavam apreendidos. Segundo a defesa, o encaminhamento à penitenciária feminina de Rebibbia não se justificava por risco de fuga.
Além disso, a defesa criticou o papel da Advocacia-Geral da União italiana e do procurador Erminio Amelio, que usou a dupla cidadania de Zambelli para alegar que a italiana era apenas uma fachada. A defesa manteve a solicitação de substituição de juízes, negada recentemente, e planeja recorrer à Corte de Apelação de Roma contra a decisão em até cinco dias.
