Proteína identifica novo caminho para reverter o envelhecimento cerebral

Estudo revela que o fator DMTF1 estimula a divisão de células-tronco neurais sem afetar os telômeros, abrindo.
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Representação esquemática de proteínas atuando em células cerebrais. — Foto: (Ar

A redução na produção de neurônios novos no cérebro com o envelhecimento está ligada à inatividade progressiva das células-tronco neurais, que passam a funcionar em ritmo diminuído. Essa diminuição afeta funções cognitivas como memória e capacidade de aprendizado.

Pesquisas indicam que os telômeros, estruturas protetoras do DNA nos cromossomos, sofrem desgaste ao longo das divisões celulares e comprometem a regeneração saudável. O encurtamento dessas capas genéticas está diretamente associado à diminuição da atividade das células-tronco neurais durante o envelhecimento.

Foi descoberta uma proteína, a DMTF1, cuja concentração é maior em cérebros mais jovens e saudáveis. Ao manipular artificialmente os níveis dessa proteína em células-tronco neurais envelhecidas, os cientistas observaram um aumento na eficiência da divisão celular, sem alteração no comprimento dos telômeros.

A proteína age por meio da ativação dos genes Arid2 e Ss18, que desencadeiam uma sequência para restaurar o ciclo biológico necessário à formação de novos neurônios. Com essa revelação, torna-se possível explorar terapias que estimulem a produção neural, mas ainda são necessárias investigações mais aprofundadas para validar sua eficácia e segurança em humanos.

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