Um vazamento de fluido durante a busca por petróleo na Bacia da Foz do Amazonas causou efeitos tóxicos no ambiente marinho, de acordo com um laudo do Ibama. A fauna local foi exposta a substâncias nocivas, mesmo em pequenas quantidades.
O incidente ocorreu no poço Morpho, a 175 quilômetros da costa do Amapá, em 4 de janeiro. A região é sensível, com mangues, recifes de corais e comunidades tradicionais, e é vulnerável a correntes marítimas e variações climáticas.
A Petrobras afirmou que o vazamento ocorreu durante um teste operacional e que as operações foram suspensas imediatamente, com a adoção de medidas corretivas. O Ibama considerou o episódio como “negligência” e impôs uma multa de R$ 2,5 milhões, contestando a alegação da estatal de que o produto seria biodegradável e inofensivo.
O relatório do Ibama alertou sobre as consequências para a fauna, como asfixia e efeitos tóxicos, além de destacar a complexidade do monitoramento dos impactos. Fenômenos climáticos podem dificultar a detecção dos efeitos do vazamento, tornando o monitoramento ambiental mais desafiador após esses incidentes.

