O ministro Dias Toffoli considera que o presidente Lula é o principal responsável pela ação da Polícia Federal (PF) ao enviar ao presidente da corte, Edson Fachin, um relatório que expõe as relações de Toffoli com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Conforme informações, Toffoli expressou a interlocutores próximos sua certeza de que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, agiu em nome de Lula ao encaminhar diretamente ao Supremo o dossiê, que contém registros de ligações, mensagens e transações envolvidas direta ou indiretamente com o ministro.
Além disso, horas antes de Toffoli ser pressionado por outros ministros do STF a deixar a relatoria do processo, Lula se encontrou com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e solicitou rigor na apuração das fraudes associadas ao banco de Vorcaro. Na condição de PGR, Gonet possui a prerrogativa de solicitar a suspeição do ministro.
Toffoli acredita que Lula busca vingança por uma mágoa antiga relacionada a um episódio de 2019, quando Lula cumpria prisão por corrupção e lavagem de dinheiro na Superintendência da PF em Curitiba. O presidente teria solicitado autorização para comparecer ao enterro do irmão de Toffoli, mas o pedido foi negado e o ministro liberou a autorização apenas minutos antes do enterro, impondo uma condição que impediu Lula de comparecer.
