O desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado no domingo (15), foi marcado por polêmicas na Marquês de Sapucaí. Em sua estreia no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, a Acadêmicos de Niterói apresentou o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
Lula acompanhou o desfile do camarote da Prefeitura do Rio, ao lado da primeira-dama Janja, de ministros e de aliados políticos, entre eles o prefeito Eduardo Paes (PSD). Janja chegou a ser anunciada como destaque da escola, mas desistiu de desfilar. Durante a apresentação da Acadêmicos de Niterói, o presidente deixou o camarote e desceu à pista para cumprimentar o mestre-sala e a porta-bandeira da agremiação.
Um dos trechos que mais gerou polêmica foi a forma como o ex-presidente Jair Bolsonaro foi retratado. Preso na Papuda, ele apareceu no primeiro carro alegórico vestindo terno azul e caracterizado como “Bozo” — apelido usado por críticos. Já no quarto carro, a referência surgiu por meio da figura de um palhaço com uniforme de presidiário e tornozeleira eletrônica danificada, em alusão ao episódio ocorrido em novembro de 2025.
A primeira-dama Janja não participou do desfile, apesar de ter sido anunciada como destaque do último carro alegórico, “Amigos de Lula”. A decisão foi tomada pouco antes da apresentação. A equipe jurídica do governo avaliava que não havia impedimentos para sua participação, já que ela não ocupa cargo público. Ainda assim, Janja decidiu não entrar na avenida para evitar que sua presença fosse interpretada como campanha eleitoral antecipada.
