Ditadura do Irã condena adolescente à morte

Saleh Mohammadi, de 18 anos, foi condenado à pena capital após ser preso durante protestos no Irã..
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Saleh Mohammadi, um adolescente de 18 anos, foi condenado à morte no Irã. A sentença foi proferida em 12 de fevereiro, menos de um mês após sua prisão em 15 de janeiro. Ele confessou ter matado um policial durante os protestos, mas essa confissão foi obtida sob tortura.

O caso de Mohammadi não é isolado, pois, segundo a ONG Irã Direitos Humanos, houve um aumento nas execuções de manifestantes. Altos funcionários do governo iraniano têm solicitado 'julgamentos sumários' e rotulado os protestantes como 'terroristas', o que pode resultar em penas de morte conforme a legislação do país.

Desde o final de dezembro de 2022, manifestantes tomaram as ruas de grandes cidades, inicialmente protestando contra o aumento do custo de vida, mas a pauta evoluiu para a demanda pela queda do regime que controla o Irã há 50 anos. A repressão estatal foi severa, com estimativas apontando que cerca de 40 mil iranianos foram presos e muitos podem enfrentar o mesmo destino de Mohammadi.

A ONG também relatou execuções sumárias e a proibição de atendimento médico a feridos, levando a mortes desnecessárias. Documentos da ONU indicam que o número de mortos pode ultrapassar 80 mil. Desde 1979, o Irã vive sob um regime religioso, com leis que refletem a visão dos aiatolás, que ocupam a posição de maior poder no país.

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