Em 2006, o PT recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) com o objetivo de barrar um desfile que exaltava figuras políticas do PSDB durante o Carnaval. O pedido foi feito pelo então líder do partido na Câmara paulistana, que considerou a homenagem uma forma de ‘promoção pessoal de políticos e autoridades’.
A escola Leandro de Itaquera havia planejado um carro alegórico com bonecos gigantes de Geraldo Alckmin, governador pelo PSDB, e José Serra, prefeito da capital na época. Ambos eram cotados para concorrer à Presidência. A juíza Márcia Cardoso, da 11ª Vara da Fazenda Pública, indeferiu a liminar ao entender que a alegação carecia de provas e não poderia interferir na liberdade de expressão artística.
O desfile ocorreu, e os bonecos de Alckmin e Serra seguiram um carro que representava a Parada do Orgulho Gay. A escola foi rebaixada naquele ano. Meses depois, o caso voltou ao centro das discussões após descobertas sobre recursos financeiros e envolvimento de servidores da Nossa Caixa.
Reportagens indicaram que a Nossa Caixa destinou 1,5 milhão de reais como patrocínio, valor maior que o investido em campanha publicitária anterior. Além disso, centenas de funcionários da instituição desfilaram vestindo fantasias fornecidas pela escola e participaram do coro em samba-enredo sobre obras do Tietê.

