O Conselho de Paz foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A iniciativa foi criada para acompanhar a reconstrução da Faixa de Gaza e, posteriormente, teve o escopo ampliado para atuar como órgão global de manutenção da paz. A primeira reunião está prevista para quinta-feira (19), em Washington.
O Vaticano decidiu não participar do Conselho de Paz de Trump, devido à sua natureza particular e à preferência pela ONU na mediação de crises internacionais. O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou que a mediação de crises internacionais deve permanecer sob responsabilidade da Organização das Nações Unidas (ONU).
As declarações ocorreram após evento com o governo da Itália que lembrou o aniversário dos Pactos de Latrão, acordo que instituiu a Cidade do Vaticano como Estado soberano. Embora Reino Unido, França e Noruega também tenham recusado convites, Itália e União Europeia informaram que pretendem acompanhar os trabalhos como observadores.
O papa Leão XIV tem defendido a centralidade da ONU na mediação de conflitos. Em discurso recente, afirmou que "a guerra está de volta à moda" e sustentou que a organização "deve desempenhar um papel fundamental" na busca por soluções, além de reiterar a necessidade de respeito ao direito humanitário.

