A decisão da Suprema Corte dos EUA de considerar ilegais parte das tarifas aplicadas pelo governo provocou reação imediata de países e empresas que mantêm relações comerciais com a potência norte-americana. O foco das manifestações recaiu menos sobre o teor jurídico do julgamento e mais sobre seus efeitos práticos no comércio global.
Governos europeus e norte-americanos destacaram a necessidade de estabilidade e previsibilidade nas relações econômicas, diante de anos marcados por incertezas tarifárias e disputas comerciais. A União Europeia informou que analisa cuidadosamente a decisão e mantém diálogo com Washington para compreender os próximos passos da administração norte-americana.
O bloco ressaltou que empresas de ambos os lados do Atlântico dependem de regras claras e tarifas reduzidas para sustentar investimentos e cadeias produtivas integradas. O governo do Reino Unido afirmou que trabalha para preservar condições comerciais favoráveis com os EUA, enquanto a Suíça declarou que avalia os impactos específicos da medida sobre seus exportadores.
No Canadá, o ministro afirmou que o entendimento da Corte reforça a posição de que as tarifas eram injustificadas. Ele ponderou, contudo, que alguns setores estratégicos continuam sujeitos a outras taxas aplicadas com base em instrumentos legais distintos.