Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, afirmou que o Brasil não perderá competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A taxa será aplicada a todos os países exportadores, mantendo o Brasil em igualdade de condições no mercado norte-americano.
A declaração ocorreu após a Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegais tarifas impostas anteriormente por Trump. A Corte decidiu, por seis votos a três, que a criação de tarifas é uma prerrogativa do Congresso, não do Executivo. Alckmin ressaltou que, com a nova tarifa, setores como máquinas, motores, madeira e café solúvel podem se beneficiar.
Ele também mencionou que produtos estratégicos como aço e alumínio, afetados pela Seção 232 da legislação americana, ainda podem ter desdobramentos jurídicos. O ministro reforçou que o Brasil não gera déficit comercial para os Estados Unidos e defendeu a continuidade das negociações bilaterais.
Especialistas apontam que a derrubada das tarifas pode favorecer a retomada das exportações brasileiras e reduzir pressões inflacionárias nos Estados Unidos. Em 2025, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 37,7 bilhões, representando 10,8% do total vendido pelo Brasil.

