Liberdade de expressão em risco: a visão censória de macron

Em uma declaração chocante, o presidente da França classificou a defesa da liberdade de expressão nas redes.
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O presidente da França classificou a defesa da liberdade de expressão nas redes sociais como 'pura besteira' durante uma visita à Índia. Essa visão é uma traição filosófica aos valores ocidentais que ele invoca para justificar sua crítica.

A liberdade de expressão não é um luxo periférico dos ideais ocidentais, mas o núcleo irredutível de seu próprio espírito. Pelo menos desde John Stuart Mill, sabe-se que a proteção ao discurso aberto e sem censura é o preço da verdade, da liberdade e do progresso.

Macron propõe trocá-la por uma utopia de higienização tecnológica, isto é, por algoritmos curadores de discursos permitidos, e por dados computacionais encarregados de limpar nossas fraldas emocionais, afagar nossos egos ralados e passar talco em nossas bundas moles. Mas quem programa esses algoritmos? Quis custodiet ipsos custodes? – diria, eternamente, Juvenal.

A transparência prometida é ilusória, pois o controle algorítmico é, por natureza, opaco e manipulável – um cavalo de Troia para a censura estatal. Aqui, reside a contradição mortal: Macron exerce sua liberdade de expressão para atacar… a liberdade de expressão. Trata-se de uma espingarda com cano torto apontado para a testa do próprio atirador.

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