A deputada federal Rosangela Moro (União Brasil-SP) apresentou uma representação criminal no Ministério Público Federal pedindo a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O requerimento conta com a assinatura de outros 47 parlamentares.
Além da prisão, a representação solicita a inclusão do empresário na difusão vermelha da Interpol e medidas para sua extradição da Espanha, onde reside desde 2025. A justificativa é que Lulinha teria atuado como "sócio oculto" de Antônio Carlos Camilo Antunes, identificado como articulador de fraudes na Previdência Social.
Os parlamentares argumentam que Lulinha teria recebido R$ 300 mil mensais de Camilo Antunes para proteger interesses junto ao governo federal. A permanência de Lulinha em Madrid é considerada um risco à aplicação da lei penal, visto que ele pode facilmente evadir para outros países.
Na mesma data, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS aprovou a quebra de sigilos fiscal, bancário e telemático de Lulinha, em meio a divergências entre parlamentares. O governo contestou a contagem da votação, mas ainda não houve decisão sobre revisão do resultado. Lulinha nega as acusações e sua defesa não se manifestou sobre o pedido de prisão.

