A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está se preparando para uma possível disputa judicial. A situação se intensificou após a votação de quinta-feira (26), que aprovou 87 requerimentos, incluindo a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Integrantes da CPMI afirmam que poderão acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) caso o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, decida anular a votação. A solicitação de invalidação foi feita por parlamentares da base do presidente Lula. O clima entre os membros da CPMI é de expectativa em relação a uma possível revisão do resultado da votação.
Além de Lulinha, a lista de alvos das quebras de sigilo inclui Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor de um senador próximo a Alcolumbre, o que adiciona tensão ao cenário. Após a votação, o líder do governo no Congresso e o deputado Paulo Pimenta se reuniram com Alcolumbre para pedir a anulação da deliberação da CPMI.
Alcolumbre ainda não se posicionou publicamente sobre o pedido e afirmou que tomará uma decisão após analisar os registros da sessão. Enquanto isso, a base governista questiona a condução da votação, alegando irregularidades. Apesar das críticas, integrantes do governo evitam discutir um recurso ao STF, afirmando que a questão deve ser resolvida no Congresso.

