O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou que a Cadeia Pública de Ponta Grossa e o Complexo Médico Penal em Curitiba enviem esclarecimentos em 24 horas sobre a transferência do ex-assessor presidencial Filipe Martins. A remoção ocorreu sem autorização prévia da Corte, sendo Martins preso preventivamente em 2 de janeiro de 2026 e transferido para Curitiba quatro dias depois.
Na decisão, Moraes exigiu um relatório detalhado com informações sobre as atividades de Martins desde sua prisão, incluindo registros de visitas e atendimentos médicos. A Polícia Penal do Paraná também deve fornecer justificativas formais sobre a transferência, que foi solicitada sob o argumento de que Martins seria um “preso político” e necessitaria de uma unidade adequada ao seu perfil.
A defesa de Martins argumenta que a Cadeia Pública de Ponta Grossa é uma unidade provisória, o que justificaria a transferência. A prisão preventiva do ex-assessor foi mantida, e Moraes negou o pedido de revogação, considerando que as medidas cautelares alternativas seriam insuficientes.
O Ministério Público Federal apontou que a conduta de Martins indicaria risco para a regularidade do processo. A prisão foi decretada após o coronel reformado da Aeronáutica Ricardo Wagner Roquetti relatar que seu perfil no LinkedIn teria sido acessado por uma conta identificada como “Filipe Garcia Martins”, em violação a uma decisão judicial que proibia o uso de redes sociais.

