O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que o país ampliará, pela primeira vez em décadas, o número de ogivas nucleares de seu arsenal. Essa decisão é um passo na estratégia de dissuasão francesa em meio a incertezas sobre a segurança na Europa.
O anúncio foi feito após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel. Durante um discurso na base militar de Île Longue, Macron afirmou que o número de ogivas é confidencial e não será comunicado no futuro, embora o estoque atual esteja abaixo de 300 ogivas.
Macron também mencionou que alguns parceiros europeus demonstraram interesse em dialogar sobre cooperação em exercícios nucleares, com a Alemanha tendo um papel central nas discussões. Outros países como Polônia, Holanda, Bélgica e Dinamarca também participarão dos esforços franceses.
O presidente ressaltou que a dissuasão francesa complementa a missão nuclear da OTAN e que a revisão da doutrina foi realizada de forma transparente com os Estados Unidos e Reino Unido. Ele reafirmou que a decisão sobre o uso do arsenal nuclear continuará sendo uma prerrogativa exclusiva do presidente francês.

