Pedágio eletrônico no Paraná é questionado em audiência

Deputados e prefeitos do Paraná questionam se o modelo de pedágio eletrônico garante a cobrança proporcional por.
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A implantação do sistema eletrônico de pedágio no Paraná voltou ao centro do debate na Assembleia Legislativa do Estado. A discussão foi ampliada em uma audiência pública que reuniu deputados estaduais, prefeitos, concessionárias, além ainda do setor produtivo e representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), na noite da semana passada.

A substituição das tradicionais praças físicas de pedágio por pórticos eletrônicos, com cobrança automática por meio de câmeras e sensores, sem a necessidade dos motoristas pararem no local, começou em janeiro do ano passado no Estado. Inicialmente, o sistema free flow foi implantado nas regiões Norte e Noroeste do Paraná, em trechos dos lotes 4 e 5 do novo pedágio, e foi ampliado para trechos rodoviários do Sudoeste. Desde então, a medida tem sido alvo de críticas na Casa de Leis.

Deputados da base governista e da oposição questionam se o modelo adotado garante, de fato, a cobrança proporcional por quilômetro rodado, conforme previsto em lei, e se, na prática, houve apenas a troca das praças físicas por estruturas eletrônicas, sem alteração efetiva no modelo tarifário.

Além da falta de proporcionalidade na cobrança por quilômetro rodado, a mudança na localização dos pontos de cobrança, o impacto direto a moradores lindeiros, que precisam pagar tarifas diariamente para realizar tarefas cotidianas, além ainda do risco de desemprego foram pontuados na discussão.

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