O secretário de Agricultura do Paraná, Márcio Nunes, confessou ter utilizado politicamente uma doação de respiradores à Santa Casa de Campo Mourão durante a pandemia da Covid-19. Essa confissão é parte do Acordo de Não Persecução Cível (ANPC) assinado com o Ministério Público do Paraná (MPPR), visando evitar uma ação de improbidade administrativa que tramita na 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba. A validade do acordo depende de homologação judicial.
O caso foi revelado por uma emissora local e o acordo foi assinado em 24 de novembro de 2025. Nunes se comprometeu a pagar uma multa civil de R$ 23.634,10, equivalente ao salário que recebia na época dos fatos. O MPPR investigou o secretário por usar suas redes sociais para promover a doação de respiradores da empresa Engie Brasil Energia, o que, segundo o MP, conferiu um caráter pessoal a uma atividade pública.
Além disso, o MP considerou que Nunes promoveu a personalização de atos públicos, dado que a doação estava ligada à sua cidade natal e à vice-prefeita, sua esposa. O secretário havia publicado um vídeo nas redes sociais entregando os equipamentos, mas o removeu poucas horas depois. O MP ingressou com uma ação de improbidade administrativa por conta da publicidade inadequada.
Curiosamente, a empresa Engie Brasil Energia também foi responsável por uma obra polêmica nas regiões de Campos Gerais e Escarpa Devoniana, que requer autorização de um órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, então sob a gestão de Márcio Nunes.

