O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para atuar em um processo que discute o pedido do deputado federal Rodrigo Rollemberg pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara. A CPI tem como objetivo apurar supostas irregularidades financeiras no Banco Master.
Em despacho, Toffoli justificou sua decisão, afirmando: “Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo.” Ele determinou que o processo fosse encaminhado à Presidência do STF para as providências cabíveis.
O caso foi distribuído ao ministro horas antes pelo sistema de sorteio do tribunal. Essa distribuição ocorreu cerca de um mês após Toffoli ter deixado a relatoria das investigações relacionadas ao Banco Master, após admitir ser sócio oculto de uma empresa que negociou com fundos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro.
A situação foi agravada com o envio a Edson Fachin, presidente do STF, de um relatório da Polícia Federal que menciona Toffoli, com base em dados extraídos do celular de Vorcaro, apreendido durante uma operação da força-tarefa.

