O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, negou o pedido do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para que fosse determinada a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. A decisão foi publicada em 12 de outubro e apontou a falta de provas sobre a omissão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Rollemberg havia protocolado um requerimento com 201 assinaturas, superando o mínimo constitucional. No entanto, Zanin ressaltou que a única evidência apresentada foi a data do protocolo, realizada em 2 de fevereiro, o que não demonstrou resistência por parte da presidência da Casa. O ministro também observou que existem cerca de 15 pedidos anteriores que aguardam análise.
Zanin esclareceu que sua decisão não impede a instalação da CPI, pois a Câmara tem a prerrogativa de abrir a comissão desde que cumpridos os requisitos constitucionais. Ele determinou que o presidente da Câmara avalie as alegações de Rollemberg conforme as normas da Constituição e do Regimento Interno.
O processo foi inicialmente distribuído ao ministro Dias Toffoli, que se declarou suspeito para relatar o caso por motivos pessoais. A suspeição não implica reconhecimento de culpa, mas permite que juízes se afastem de processos onde possam ter dúvidas sobre sua imparcialidade.

