Uma série de protestos em Morón, na província de Ciego de Ávila, Cuba, culminou na noite de sexta-feira, 13, com o incêndio da sede municipal do Partido Comunista. As manifestações foram motivadas por descontentamento com o regime de Miguel Díaz-Canel e foram marcadas por tensões e confrontos, com relatos de pelo menos um jovem baleado durante os atos.
A opositora Rosa María Payá utilizou suas redes sociais para informar que disparos foram feitos pela polícia contra os manifestantes, que se consideravam desarmados e pacíficos. Imagens divulgadas mostraram manifestantes atirando objetos em chamas no prédio do partido e o incêndio se alastrando pelo edifício, em um clima de hostilidade na região central do município.
Vídeos indicam que parte dos manifestantes entrou na sede do Partido Comunista, retirando móveis e materiais de propaganda para alimentar uma fogueira na rua, enquanto gritavam palavras de ordem contra o regime cubano. Moradores expressaram sua insatisfação, afirmando que o povo de Cuba se cansou de décadas de repressão e violência policial.
Durante os protestos, um policial teria disparado e atingido um jovem próximo à fogueira. Imagens mostram vizinhos ajudando o ferido, enquanto a tensão persistia nas proximidades da sede incendiada. O acesso à internet na cidade foi interrompido, dificultando a circulação de informações sobre os eventos, o que gerou suspeitas sobre o controle da informação pelas autoridades.

