A rede elétrica nacional de Cuba colapsou, deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem energia em todo o país. A estatal Unión Eléctrica (UNE) informou que houve uma desconexão total do sistema elétrico nacional, e técnicos estão investigando as causas da falha. Este apagão é o mais recente de uma série de interrupções prolongadas que têm atingido a ilha nos últimos meses.
A crise energética se agrava em meio à escassez de combustível e à deterioração da infraestrutura elétrica, considerada obsoleta. Os apagões se intensificaram após os Estados Unidos aumentarem as pressões econômicas sobre Cuba, especialmente após a suspensão do envio de petróleo venezuelano, que é a principal fonte externa de combustível do país.
O ditador cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que a ilha não recebe carregamentos de combustível há mais de três meses, o que contribuiu para a situação crítica. A falta de energia tem gerado tensões sociais, culminando em protestos, como o recente ataque à sede local do Partido Comunista em Morón.
Diante da crise, o governo cubano iniciou negociações com os EUA, em busca de um acordo para aliviar a situação. Autoridades trabalham para restabelecer o sistema elétrico e investigar as causas do colapso, enquanto o país enfrenta desafios econômicos desde a Revolução Cubana, em 1959.

