O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de uma empresa que possui participação no Tayayá Resort. A decisão foi tomada a partir de um pedido do Arleen Fundo de Investimento, que adquiriu uma parte do hotel fundado pela família do ministro José Dias Toffoli.
Na sua decisão, Gilmar Mendes apontou que o requerimento da CPI do Crime Organizado foi aprovado de forma conjunta, sem análise individualizada, o que já havia sido criticado anteriormente pelo ministro Flávio Dino. A proposta, apresentada pelo senador Sergio Moro, visava um fundo de investimento gerido pela Reag, que está sendo investigado pela Polícia Federal por supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
O fundo em questão fez um investimento significativo para adquirir ações do Tayayá Resort, que anteriormente estavam sob controle da Maridt Participações S.A. Informações da Comissão de Valores Mobiliários indicam que a aquisição foi realizada em outubro de 2025.
O ministro Dias Toffoli reconheceu ser sócio da Maridt e afirmou não ter relação com o gestor da Arleen, além de negar qualquer vínculo pessoal com Vorcaro. Toffoli reforçou que nunca recebeu recursos do banqueiro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel.

