Deivis Marcon Antunes, ex-presidente da RioPrevidência, atribuiu à corretora Planner os aportes de R$ 510 milhões do fundo no Banco Master. Ele declarou que a responsabilidade pelas decisões de investimento cabia à diretoria de investimentos da RioPrevidência, não a ele. A corretora afirmou que a decisão de investir é dos próprios investidores e que atua dentro das regras do mercado.
O depoimento de Antunes, prestado antes de sua prisão, é considerado relevante para o caso, pois estabelece um vínculo entre os aportes da RioPrev e a corretora, a qual não está sendo investigada pela Polícia Federal. Antunes relatou que a Planner foi credenciada no fundo de aposentadoria dos servidores do Estado do Rio e que realizou quatro operações com o Banco Master.
Antunes também mencionou que a RioPrev exigiu a devolução dos valores investidos ou novas garantias ao Banco Master, que ofereceu precatórios equivalentes a R$ 1,2 bilhão. No entanto, a liquidação do banco impediu que a operação fosse concluída. O ex-presidente afirmou que as decisões de investimento não eram de sua alçada, mas da diretoria de investimentos, que estava sob a responsabilidade de Eucherrio Lenner, também investigado pela PF.
Antunes foi preso em 3 de fevereiro ao tentar retornar ao Rio de Janeiro, após deixar o cargo em 23 de janeiro, no contexto da Operação Barco de Papel, que investiga gestão fraudulenta e desvio de recursos no sistema previdenciário do estado.

