A escassez de diesel afeta 142 prefeituras no Rio Grande do Sul, representando quase 30% dos 497 municípios do estado. O levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) foi feito com base em respostas de 315 prefeituras até a última quinta-feira.
Prefeitos têm priorizado serviços essenciais, como o transporte de pacientes, enquanto obras e atividades que dependem de maquinário estão sendo suspensas. Adriane Perin de Oliveira, presidente da Famurs, ressalta que a situação pode se agravar sem medidas para garantir o abastecimento do combustível.
A preocupação se intensifica com o aumento do preço do petróleo no exterior, que impacta diretamente o custo do diesel e levanta questões sobre o desabastecimento de combustíveis no país. O governo federal anunciou algumas ações, mas há opiniões de que elas precisam ser implementadas urgentemente.
Uma das medidas é a Medida Provisória nº 1.344/2026, que prevê um crédito extraordinário de R$ 10 bilhões para o Ministério de Minas e Energia, visando subvenção econômica à comercialização de óleo diesel. Além disso, foi proposta a isenção dos impostos federais sobre o diesel, com a expectativa de que os Estados também zerem o ICMS sobre a importação do combustível.

