Redução da jornada de trabalho pode gerar aumento de até R$ 20,3 bilhões na construção civil

A proposta de redução da jornada de trabalho pode elevar os custos da construção civil em R$.
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A proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, prevista na PEC 148/2015 em tramitação no Senado, pode elevar em até R$ 19,4 bilhões por ano os custos da construção civil. Esse setor é o que terá o maior impacto proporcional entre os 32 analisados pela Confederação Nacional da Indústria, com um aumento de 13,2% nos custos totais.

Um estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção aponta que a mudança pode elevar em até 15% o custo da mão de obra, aumentando a remuneração média da hora trabalhada de R$ 15,01 para R$ 16,51. O gasto total do setor poderia passar de R$ 135,3 bilhões para R$ 155,6 bilhões anuais, com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais de 2024.

A CBIC identificou três cenários de adaptação a essa mudança. O primeiro envolve a redução do ritmo de trabalho sem reposição das horas perdidas. O segundo prevê a contratação de 288 mil novos trabalhadores, com um custo adicional estimado em R$ 13,5 bilhões anuais. O terceiro considera a realização de horas extras, que poderia levar a um custo de R$ 14,8 bilhões por ano, ou até R$ 20,3 bilhões incluindo encargos trabalhistas.

O impacto é especialmente significativo na habitação popular, onde a mão de obra representa quase 60% do custo total das obras, o que pode dificultar o acesso à casa própria. O setor de construção já enfrenta pressões de custos, com o Índice Nacional de Custos da Construção subindo 5,81% nos últimos 12 meses, e a mão de obra aumentando 8,93%. O desemprego terminou 2025 em 5,1%, o menor nível desde 2012, complicando a reposição de mão de obra rapidamente.

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