O deputado estadual Arilson Chiorato (PT) questionou, na Assembleia Legislativa do Paraná, o sigilo imposto ao processo que tramita no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) sobre o programa Olho Vivo. Ele afirmou que essa medida impede o acesso a informações essenciais e compromete a transparência e a fiscalização.
Chiorato destacou que o sigilo foi aplicado no mesmo dia em que uma denúncia sobre o programa foi protocolada. Ele ressaltou que o Olho Vivo, que utiliza câmeras e sistemas de inteligência para monitoramento, é financiado com recursos públicos e tem gerado questionamentos quanto à sua operação e ao uso de dados da população.
O deputado informou que protocolará um pedido para derrubar o sigilo e tornar as informações públicas. Além disso, ele pedirá a suspensão do programa até que o governador Ratinho Jr. explique seu funcionamento e a utilização dos recursos públicos.
A denúncia apresentada ao TCE-PR aponta possíveis irregularidades na implantação do programa, como fragilidades no processo licitatório e a falta de clareza sobre os valores envolvidos, que podem chegar a cerca de R$ 1 bilhão. O documento também destaca preocupações com o tratamento de dados sensíveis da população e a ausência de instrumentos adequados de governança e segurança.

