O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender a realização de eleições indiretas para o governo do Rio de Janeiro. A decisão mantém o desembargador Ricardo Couto de Castro à frente do Executivo até que o processo seja julgado pela Corte.
Zanin argumentou que o caso deve ser analisado em plenário presencial, e ainda não há data definida para o julgamento, que depende da decisão do presidente do STF, Edson Fachin. A ação foi movida pelo PSD, que busca suspender o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral que autorizava as eleições indiretas no estado.
Com a nova decisão, o julgamento que ocorria no plenário virtual foi interrompido. As ações relacionadas ao caso serão analisadas em conjunto no plenário físico. Zanin já havia votado anteriormente a favor da realização de eleições diretas no estado.
A discussão em torno do tema envolve a sucessão do ex-governador Cláudio Castro, que renunciou ao cargo durante um julgamento no TSE sobre sua inelegibilidade. O STF já havia formado maioria para manter o caráter secreto da votação indireta, com seis ministros votando a favor, enquanto quatro, incluindo Zanin, divergiram em favor das eleições diretas.

