O Irã lançou diversas ondas de mísseis contra Israel nesta segunda-feira, 30, em resposta a bombardeios israelenses em Teerã. As Forças Armadas de Israel informaram que também interceptaram dois drones vindos do Iêmen. Este ataque ocorre após os houthis, um grupo iemenita alinhado ao Irã, dispararem mísseis contra Israel dois dias antes, e o Hezbollah, no Líbano, ter realizado ataques com foguetes.
Israel afirmou ter atingido infraestruturas militares em Teerã e atacado instalações do Hezbollah em Beirute, o que resultou em uma densa fumaça sobre a capital libanesa. Em meio a essa escalada militar, o governo iraniano recebeu propostas de paz dos Estados Unidos por meio de intermediários, mas classificou-as como “irrealistas, ilógicas e excessivas”.
Após a declaração do Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou que Washington busca negociar com um “regime mais razoável” para encerrar a guerra no Irã. Ele alertou sobre a possibilidade de ataques a usinas elétricas e poços de petróleo iranianos caso não haja um acordo em breve e o Estreito de Ormuz não seja reaberto.
Um oficial de segurança do Paquistão, que tenta mediar o conflito, afirmou que negociações diretas entre Washington e Teerã ainda parecem improváveis nesta semana. Além disso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã mencionou que o Parlamento está avaliando uma possível saída do Tratado de Não Proliferação Nuclear, enquanto a tensão no Estreito de Ormuz pressiona os mercados internacionais de energia.

