O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, informou que o PT já avalia a chance de competir na próxima eleição presidencial sem o apoio formal do Movimento Democrático Brasileiro e do Partido Social Democrático. Ele reconheceu um impasse nas negociações e destacou que as tratativas devem ocorrer de forma descentralizada.
Edinho ressaltou que as divergências internas nas duas legendas têm dificultado a formação de uma coalizão ampla. Por isso, o PT está priorizando articulações nos estados, acreditando que alianças regionais podem garantir a sustentação política e eleitoral, mesmo sem um acordo nacional.
Nos bastidores, aliados do governo consideraram a possibilidade de indicar um candidato a vice-presidente ao MDB, mas a falta de consenso interno travou o avanço das conversas. Diante desse cenário, a campanha do PT deve reforçar sua estratégia de capilaridade nos estados, ampliando o diálogo com lideranças locais e figuras históricas do partido.
A coordenação política da campanha ficará sob um grupo de trabalho eleitoral, enquanto a comunicação será gerida pelo ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, e pelo publicitário Raul Rabelo.

