Em 1987, a abertura de uma cápsula de césio-137 em Goiânia resultou no maior acidente radiológico do Brasil, com 249 pessoas contaminadas. Quatro mortes foram oficialmente reconhecidas, mas muitos outros afetados desenvolveram doenças graves posteriormente.
A liberação de 19,26 gramas de cloreto da substância expôs centenas de pessoas à radiação. Entre as vítimas estavam Sebastião Antônio do Nascimento, bombeiro que atuou na resposta à calamidade, e Maria das Graças Vieira, servidora da Vigilância Sanitária, ambos falecidos devido à exposição.
O Governo de Goiás começou a oferecer pensão especial vitalícia a bombeiros contaminados em 2002, mas Sebastião faleceu um ano antes da implementação. A legislação prevê benefícios a descendentes por até duas gerações.
Maria das Graças descobriu um nódulo no seio anos após o acidente, e sua mãe também foi diagnosticada com câncer, resultando na morte de Terezinha em 1994. O caso é retratado na série Emergência Radioativa, da Netflix.

