Um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos afirma que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, adotou medidas de censura direcionadas a opositores do presidente Lula, tanto dentro quanto fora do Brasil. O documento critica as ordens de censura emitidas por Moraes, destacando que muitas delas visam silenciar adversários políticos.
Entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, o relatório menciona diversas ordens de Moraes contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos e defende sanções contra o ministro. O relatório é parte de um debate mais amplo no Congresso dos EUA sobre liberdade de expressão e a atuação de governos estrangeiros em plataformas digitais.
O documento também aponta uma série de decisões atribuídas a Moraes, que são vistas como concentração de poderes e expansão de medidas judiciais. Entre os principais pontos citados estão o acúmulo de funções no mesmo processo, ordens de censura e remoção de conteúdo, bloqueio de plataformas, medidas contra terceiros e usuários comuns, além de prisões ampliadas.
Essas ações têm gerado controvérsias e levantado preocupações entre juristas, parlamentares e setores da imprensa sobre a liberdade de expressão e o papel do Judiciário na política brasileira.

