Presidente do Banco Central é ouvido na CPI sobre irregularidades do Banco Master

Gabriel Galípolo depõe na CPI do Crime Organizado em Brasília, abordando fraudes ligadas ao Banco Master. A.
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A CPI do Crime Organizado, instalada no Senado, ouviu nesta quarta-feira o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em investigações sobre um esquema de fraudes no Banco Master. Os senadores questionaram Galípolo sobre a atuação do Banco Central em relação à instituição financeira e sua participação em uma reunião no Palácio do Planalto, em novembro de 2024, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Daniel Vorcaro, dono do banco, que foi preso pela Polícia Federal.

Durante o depoimento, o relator da CPI, senador Alessandro Vieira, indicou que seriam abordados temas como o papel dos órgãos de fiscalização do mercado financeiro, além de falhas e sugestões de mudança para aprimorar o sistema. A CPI também tinha a expectativa de ouvir Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC, mas sua participação não foi confirmada, uma vez que ele não respondeu à intimação.

Em 2019, o Banco Central autorizou Daniel Vorcaro a assumir o controle do Banco Máxima, que passou a ser conhecido como Banco Master. Este banco está envolvido na Operação Compliance Zero, que investiga possíveis ações ilegais de servidores do BC para proteger os interesses do Master.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu não prorrogar os trabalhos da CPI do Crime Organizado, que deverá votar o relatório final na próxima terça-feira. Alessandro Vieira descartou recorrer ao Supremo Tribunal Federal para garantir a prorrogação, mas espera que a corte autorize uma CPI para investigar o Banco Master.

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