O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência, caso ele seja eleito. A declaração ocorreu no evento Advance 2026, promovido pela gestora Fami Capital em São Paulo. Guedes destacou que a centro-direita está unida, mencionando figuras como Mas Zema, Caiado e Ratinho Júnior, que já se reuniram em fotos conjuntas.
Guedes também abordou o que considera uma nova desordem mundial, citando o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, para descrever a situação atual como uma lógica de “paz através da força”. Ele observou que a ordem liberal, que dominou os últimos anos, está em um estado de esgotamento, trazendo tanto riscos quanto oportunidades para as nações emergentes.
Na sua análise, Guedes afirmou que As Américas estão posicionadas para ganhar destaque, ressaltando que países da região, incluindo o Brasil, devem aproveitar essa fase de transição. Ele reconheceu o progresso recente do Brasil, mas também expressou preocupação com a deterioração da relação entre a dívida e o PIB.
O ex-ministro destacou a onda conservadora que se espalha pela América do Sul, apontando que a mudança de mentalidade pode sinalizar um fortalecimento da oposição nas eleições de outubro. Ele mencionou a vitória de José Antonio Kast no Chile como um indicativo de que a região pode estar se voltando para a direita.
Guedes também apresentou dados de pesquisa que mostram que 66% dos brasileiros desejam eleger senadores favoráveis a pedidos de impeachment de ministros do STF, enquanto apenas 22% estão contrários a essa ideia. Além disso, ele lembrou que 54 parlamentares do Senado terão seus mandatos encerrados em 2027, criando uma oportunidade histórica para a oposição.
Por fim, Guedes fez críticas às políticas do governo Lula e alertou que o aumento dos gastos públicos pode comprometer o crescimento econômico em 2026. Ele observou que entre 10% e 15% dos votos recebidos por Lula em 2022 não vieram de seus simpatizantes, revelando um desencanto de parte do eleitorado com a atual gestão.

