Marcelo Tostes, conselheiro federal da OAB, apresentou uma proposta durante a reunião do Conselho Federal, sugerindo que a entidade considere uma representação de impeachment ou um estudo sobre essa possibilidade em relação a Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Sua fala ocorreu em 13 de abril de 2026, em um contexto de insatisfação com a falta de progresso em propostas encaminhadas à Corte.
Tostes expressou sua preocupação com a situação da advocacia, afirmando que o momento é "extremamente complicado" devido à ausência de respostas do STF. Ele destacou que o Código de Ética, que foi apresentado ao STF em fevereiro, não recebeu retorno, o que o deixou "entristecido". Durante a reunião, Tostes mencionou o sentimento de injustiça que permeia a categoria, refletindo a frustração de muitos advogados.
O conselheiro enfatizou a gravidade da situação, afirmando que é um absurdo confundir honorários de advocacia com benefícios advindos de lobby para favorecer certos ministros. Diante do que considerou uma inércia nas iniciativas da OAB, sugeriu a elaboração de uma representação de impeachment ou um estudo sobre tal representação, visando iniciar um processo formal no Senado Federal.
Além disso, Tostes propôs a criação de mecanismos disciplinares internos, mencionando o artigo 172 do estatuto da OAB, com o intuito de investigar condutas de advogados em situações relacionadas ao tema. Ele reiterou a necessidade de uma postura mais rigorosa em relação às condutas do STF e expressou expectativa de que a situação atual melhore no futuro.
A reunião destacou a tensão existente entre a OAB e o STF, refletindo a necessidade de diálogo e ação em prol da advocacia e da justiça no país.

