O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou, neste domingo, 19, que uma equipe de representantes será enviada a Islamabad, no Paquistão, para participar de novas negociações com o Irã. Trump acusou o governo iraniano de violar “totalmente” o cessar-fogo ao realizar disparos no Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima para o transporte de petróleo.
De acordo com Trump, os disparos atingiram tanto um navio francês quanto um cargueiro do Reino Unido, o que ele considera uma quebra do acordo previamente estabelecido entre as partes. A declaração foi divulgada na rede social Truth Social, onde o presidente também mencionou que o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, apesar de já haver um bloqueio dos EUA que interrompeu a passagem na região.
O impacto econômico dessa ação, Segundo Trump, seria significativo para o Irã, que enfrentaria perdas estimadas em US$ 500 milhões por dia. Em resposta, autoridades iranianas alegam que as restrições são uma reação ao bloqueio imposto pelos EUA em seus portos e também consideram essa medida uma violação do cessar-fogo.
O presidente norte-americano informou que os negociadores dos EUA devem chegar ao Paquistão nesta segunda-feira, 20, para discutir as condições do acordo. Trump enfatizou que os Estados Unidos estão dispostos a atacar a infraestrutura do Irã caso o país não aceite os termos propostos. "Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável", afirmou Trump, ressaltando a urgência da situação.
Em sua declaração, Trump reiterou que, se o Irã não aceitar a proposta, os EUA não hesitarão em destruir todas as usinas de energia e pontes do país. A tensão na região aumentou após a recente interrupção no Estreito de Ormuz, que impactou os preços do petróleo no mercado internacional.
O governo dos EUA havia anunciado um cessar-fogo com o Irã em 7 de abril, mas divergências sobre os termos desse acordo resultaram em instabilidade na área desde então. O Estreito de Ormuz foi reaberto na última sexta-feira, 17, após o anúncio de uma trégua entre Israel e Líbano, mas as tensões com o Irã permanecem elevadas.

