Lula destaca necessidade de ação do Conselho de Segurança da ONU em meio a conflitos globais

Durante discurso na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a inércia do Conselho de.
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Em uma declaração contundente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a falta de ação do Conselho de Segurança da ONU durante um discurso na Feira Industrial de Hannover, na Alemanha, no último domingo (19). Ele enfatizou a necessidade urgente de os membros do conselho se empenharem para extinguir os conflitos em andamento, referindo-se especificamente às guerras no Irã e na Ucrânia.

Lula lembrou que o Conselho de Segurança foi estabelecido com o objetivo de preservar a paz entre as nações e evitar que tragédias como a Segunda Guerra Mundial se repetissem. No entanto, ele observou que o mundo atualmente enfrenta um número recorde de conflitos. “Mas hoje o mundo vive a maior quantidade de conflitos da sua história”, afirmou, questionando a eficácia do conselho.

O presidente TAMBÉM levantou questões retóricas sobre a função dos cinco membros permanentes do conselho, que incluem os Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China. “É de se perguntar aos seus presidentes para que serve o Conselho de Segurança”, ironizou, instando os líderes a se reunirem para pôr fim às guerras.

Lula não hesitou em fazer uma crítica incisiva ao sugerir que os recursos alocados para as guerras deveriam ser redirecionados para ajudar os milhões de refugiados que buscam abrigo pelo mundo. “Por que não decide destinar o dinheiro que está fazendo guerra, matando e destruindo, para a gente poder cuidar dos milhões de flagelados que estão andando pelo mundo à procura de um país que os receba?”, questionou.

A visita à Alemanha tem como foco a busca por parcerias comerciais e inovações. Durante sua estadia, estão programadas a assinatura de 10 acordos em diversas áreas. Lula foi recebido com honras de chefe de Estado pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, ao chegar ao Palácio de Herrenhausen.

Além de suas críticas ao Conselho de Segurança, Lula TAMBÉM abordou os impactos econômicos das guerras, ressaltando que os conflitos aumentam os preços do petróleo, alimentos e fertilizantes. Ele defendeu um “multilateralismo justo e equilibrado” e o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC), fazendo menção ao recente acordo entre Mercosul e União Europeia.

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