O Jogo da Série B entre Vila Nova e Operário terminou com prisão e lesões após injúria racial e agressões. De acordo com o Vila Nova, dois possíveis crimes de injúria racial e dois de lesão corporal estão sendo apurados após a partida.
O atacante Hildeberto, do Fantasma, relatou ter sido vítima de ofensas racistas no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia. Ele saiu direto do estádio para a delegacia local para registrar boletim de ocorrências.
Um dos supostos autores foi preso em flagrante e, após audiência de custódia, responderá ao processo em liberdade, com medida cautelar de proibição de frequentar praças desportivas. O segundo indivíduo foi devidamente identificado e qualificado, logo após o fato, pelo Vila Nova Futebol Clube, através de seu sistema interno de segurança e a Polícia Civil instaurou um inquérito por portaria para investigar o caso.
Além disso, o jogo também terminou com arremessos de objetos e acusações de agressões. Um dos objetos arremessados das arquibancadas atingiu o rosto de Álvaro Góes, presidente do Operário, que caiu no gramado com nariz sangrando. Jogadores do Fantasma também atiraram objetos em direção aos torcedores goianos, sendo que um deles acabou atingido.
As imagens encaminhadas às autoridades evidenciam as manifestações discriminatórias. Um dos envolvidos já foi identificado e autuado em flagrante. O clube prestou imediato apoio aos jogadores e acompanhará o caso até as últimas instâncias, buscando a completa responsabilização dos envolvidos.
O Operário ressalta que se trata de uma conduta individual, que não representa a instituição Vila Nova nem a maioria de seus torcedores. Agradecemos à diretoria do clube goiano pela postura colaborativa e pela solidariedade prestada aos nossos atletas e ao Presidente do Grupo Gestor.