O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fez uma defesa pública de seu modo de se expressar, em resposta a críticas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Em uma publicação realizada nas redes sociais na quinta-feira, 23 de abril de 2026, Zema destacou que se comunica de maneira acessível, utilizando um "linguajar de brasileiros simples", em oposição ao que descreveu como "português esnobe dos intocáveis de Brasília".
A declaração de Zema ocorreu Após Gilmar Mendes afirmar, em entrevista ao Jornal Globo, que o ex-governador fala um "dialeto próximo do português", insinuando que suas falas são de difícil compreensão. Em sua réplica, Zema não apenas defendeu sua forma de comunicação, mas também criticou a postura dos ministros do STF, sugerindo que a verdadeira incompreensão reside na atuação da Corte.
"Sabe por que você não entende o que eu falo? Porque o linguajar de brasileiros simples, como eu, é diferente do português esnobe dos intocáveis de Brasília", declarou Zema. Ele continuou, enfatizando que a questão não é a linguagem, mas sim a falta de entendimento que os brasileiros têm em relação às ações judiciais. "O problema é que os brasileiros não entendem os seus atos", completou.
Além de criticar a linguagem, Zema acusou os integrantes do STF de utilizarem autoritarismo para silenciar vozes críticas. Ele afirmou: "É você recorrer ao autoritarismo para censurar aqueles que criticam o comportamento dos ministros do Supremo". Essas afirmações surgiram um dia após o pedido de Gilmar Mendes para que Zema fosse incluído no inquérito das fake news, no âmbito do próprio STF, relacionado à suspeita de disseminação de conteúdos manipulados com inteligência artificial.
Não é a primeira vez que Gilmar Mendes critica Zema. O ministro já havia apontado contradições nas declarações do ex-governador em relação ao tribunal, lembrando que Zema recorreu ao STF em várias ocasiões durante sua gestão, buscando decisões que ajudaram a aliviar a situação fiscal de Minas Gerais. Essa troca de farpas entre o ex-governador e o ministro evidencia um clima tenso entre figuras políticas e o Judiciário, refletindo as crescentes tensões sobre a liberdade de expressão e o papel do Judiciário na política brasileira.

