Irmãos Cascio processam espólio de Michael Jackson por abuso sexual

Quatro irmãos Cascio alegam que foram vítimas de abuso sexual por parte de Michael Jackson na infância.
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Foto colorida de Michael Jackson — Foto: 1 de 1 Foto colorida de Michael Jackson

A recente estreia de um filme biográfico sobre Michael Jackson trouxe à tona novas alegações de abuso sexual contra o cantor. Quatro irmãos, Aldo, Eddie, Dominic e Marie Nicole Cascio, afirmam ter sido vítimas do Rei do Pop quando eram crianças, detalhando suas experiências em uma entrevista ao New York Times no dia 24 de abril. Eles entraram com um processo contra o espólio do artista, alegando que Jackson utilizou táticas de manipulação psicológica para controlá-los.

Os irmãos Cascio, que se viam como a "segunda família" de Jackson, compartilharam que não apenas sofreram abuso, mas também foram encorajados a se tornarem seus "soldados", defendendo-o de outras acusações. Em participações anteriores na mídia, incluindo uma entrevista com Oprah Winfrey, eles negaram qualquer conduta inadequada por parte do cantor, mesmo após sua morte.

O contato inicial dos irmãos com Jackson ocorreu por meio de seu pai, Dominic, que era gerente do Helmsley Palace em Manhattan, onde o artista costumava se hospedar na década de 1980. A amizade entre eles se fortaleceu ao ponto de os irmãos visitarem o rancho Neverland, onde tinham permissão para ficar sozinhos em algumas ocasiões.

Frank, o único irmão que optou por não participar do processo, alegou questões legais para sua decisão. Em seu livro de 2011, "Meu Amigo Michael: Uma Amizade Comum com um Homem Extraordinário", ele reforçou que Jackson nunca havia agido de forma inadequada com ele ou seus irmãos. Ele recordou momentos de afeto, como quando ele e outro irmão se levantaram da cama para cumprimentar o cantor.

Os irmãos Cascio relataram que, enquanto alguns notaram comportamentos inadequados desde o início, outros só compreenderam a gravidade das situações ao assistirem ao documentário Leaving Neverland. Agora, como adultos, eles buscam justiça e compensação pelos danos que alegam ter sofrido.

O espólio de Michael Jackson, por sua vez, está contestando as alegações, alegando que processos semelhantes foram analisados anteriormente sem sucesso. Em um comunicado, o representante do espólio, Marty Singer, caracterizou as novas acusações como uma "tentativa desesperada" da família Cascio para obter vantagens financeiras, aproveitando-se da situação. Singer ressaltou que a família sempre defendeu a inocência de Jackson e considera o processo atual uma manobra para conseguir valores expressivos do espólio e das empresas associadas ao cantor.

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