PT destina R$ 146 mil em campanhas digitais contra Flávio Bolsonaro

A estratégia digital do PT, com vídeos que acumulam 18 milhões de visualizações, gera controvérsia e provoca.
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A abordagem da campanha busca vincular Flávio Bolsonaro a assuntos de natureza negativa. Um dos vídeos destaca uma alegação de que a Casa Branca está planejando acabar com o Pix, sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central em 2020. Outros vídeos abordam investigações nos Estados Unidos relacionadas a práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil.

Além desses temas, a campanha explora várias outras questões, incluindo o caso do Banco Master, a alta dos combustíveis, a guerra no Irã e a comparação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Os vídeos também criticam o PL, acusando-o de votar contra os interesses do povo brasileiro, e fazem associações entre o partido e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, especialmente no contexto do conflito no Oriente Médio.

Em resposta a essa ofensiva, o PL protocolou seis representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O partido solicita a remoção imediata dos vídeos e a aplicação de penalidades que totalizam R$ 4,18 milhões, com base em alegações de impulsionamento irregular e propaganda negativa antecipada.

O cenário eleitoral está em transformação, com novas pesquisas indicando que o desempenho de Lula no Nordeste, região crucial nas eleições de 2022, apresenta oscilações. Naquela ocasião, Lula obteve 65,9% dos votos válidos no segundo turno, enquanto Jair Bolsonaro conquistou 29,1%. Atualmente, simulações apontam que Flávio Bolsonaro tem intenções de voto variando entre 30% e 35% no Nordeste, um desempenho que supera o de seu pai.

Na região Sudeste, onde Lula conseguiu 43,4% dos votos totais em 2022, novas pesquisas indicam que o presidente tem entre 41% e 46% de intenções de voto. Flávio Bolsonaro, por sua vez, apresenta números entre 41% e 49%, sem atingir os 51,5% que Jair Bolsonaro registrou na última eleição.

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