O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recuperado de uma cirurgia realizada na última sexta-feira (24), se prepara para uma semana crucial no Congresso Nacional. O governo enfrentará dois importantes eventos: a sabatina no Senado do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e a análise do veto presidencial ao projeto que aborda a dosimetria de penas referentes aos atos de 8 de janeiro.
A sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado está agendada para esta quarta-feira (29), com a possibilidade de votação no plenário no mesmo dia. A resistência à indicação de Messias é notável e a bancada do governo contabiliza votos com a expectativa de garantir sua aprovação.
Embora haja uma tendência favorável à aprovação do nome de Jorge Messias na CCJ, a votação no plenário do Senado promete ser desafiadora. A oposição se articula para barrar a indicação feita por Lula, o que pode complicar a situação do governo.
Para assegurar uma votação favorável, o Palácio do Planalto mobilizou ministros, incluindo Wellington Dias, do Desenvolvimento Social, que deixará seu cargo na terça-feira (28), um dia antes da sabatina. Camilo Santana, senador e ex-ministro da Educação, também foi convocado para ajudar na articulação política.
Messias foi indicado ao STF em novembro do ano passado, mas sua indicação formal ao Senado só ocorreu em abril deste ano, quase cinco meses depois. Aliados do governo informam que, ao longo dos últimos meses, Messias se reuniu com pelo menos 76 senadores, o que representa mais de 90% do total da Casa. Apenas cinco senadores, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não se encontraram com o indicado.
Para ser aprovado, Jorge Messias necessita do apoio da maioria absoluta, ou seja, pelo menos 41 votos favoráveis. O governo estima um resultado apertado, prevendo entre 48 e 52 votos a seu favor, enquanto a oposição acredita que o indicado pode não alcançar 35 votos.

