O Senado dos EUA rejeitou um projeto de lei que limitaria os poderes do presidente americano para ações militares em Cuba. A medida, de autoria do senador democrata Tim Kaine, da Virginia, exigia um aval prévio do Congresso.
Parlamentares do Partido Republicano se posicionaram majoritariamente contra, e a proposta foi rejeitada. A votação ficou em 51 a 47. Dois republicanos — Susan Collins, do Maine, e Rand Paul, do Kentucky — votaram com os democratas. O senador John Fetterman, da Pensilvânia, foi o único democrata a votar contra o projeto.
Essa é a terceira derrota consecutiva dos democratas em seus esforços para restringir as ações militares do presidente no Senado. Propostas semelhantes relacionadas ao Irã e à Venezuela também fracassaram no Congresso nos últimos meses.
A ilha caribenha de Cuba é governada pelo regime comunista desde 1959 e tem forte apoio da ditadura comunista da China e da Rússia. Com a interrupção do fornecimento do petróleo da Venezuela, depois da prisão do ditador comunista Nicolás Maduro, a crise energética em Cuba, que atinge a ilha nos últimos anos, acentuou-se.
O governo Trump pressiona a liderança cubana para que ponha fim à repressão política, liberte os presos políticos e adote medidas eficiente para recuperar a economia debilitada.
O Senado dos EUA rejeitou também projetos semelhantes relacionados ao Irã e à Venezuela, o que demonstra a falta de apoio para uma política mais restritiva em relação a esses países.

