Mercado imobiliário de Curitiba SE destaca com preços elevados; é hora de investir?

A capital paranaense registra preços por metro quadrado que rivalizam com os de Florianópolis e Balneário Camboriú,.
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Curitiba consolidou-se como um dos mercados imobiliários mais valorizados do Brasil, apresentando preços por metro quadrado que competem com destinos tradicionalmente disputados no Sul, como Florianópolis e Balneário Camboriú. Esse aumento constante dos valores, aliado ao aquecimento da construção civil e a uma demanda estável, levanta uma questão crucial para investidores e potenciais compradores: é um bom momento para investir nesse mercado?

Recentes informações indicam que a capital do Paraná ocupa uma posição de destaque no cenário nacional, com valores médios que superam R$ 11 mil por metro quadrado. Alguns bairros da cidade ultrapassam consideravelmente essa média. Entretanto, por trás desses números, existem fatores estruturais que ajudam a entender essa situação, além de apontar tendências para os próximos anos.

A valorização contínua dos imóveis em Curitiba não é um fenômeno isolado. Na verdade, trata-se de um padrão consistente de valorização real, que supera a inflação, sustentado por uma oferta restrita e uma demanda resiliente. Guilherme Werner, sócio da Brain Inteligência Estratégica e diretor de Inteligência de Mercado da ADEMI-PR, afirma que essa tendência não deve mudar no curto prazo.

De acordo com Werner, a cidade possui atualmente um posicionamento de preços que está acima das metas para a região Sul. Esse cenário é resultado de diversos fatores, sendo um deles o perfil da oferta imobiliária, que se concentra em imóveis compactos e de alto padrão, que geralmente apresentam uma precificação maior por metro quadrado.

Esse foco em unidades menores e empreendimentos luxuosos acaba elevando a média geral dos preços, tornando a expectativa de uma queda de preços um movimento arriscado. Postergar a compra na esperança de uma eventual redução não é considerado uma estratégia saudável, .

A análise é corroborada pelos custos que seguem pressionando o setor, que incluem desde o valor da terra até os insumos e a mão de obra, além da diminuição no volume de novos lançamentos. "Não há perspectivas de queda nos preços devido a vários fatores, como o custo da terra e as dificuldades na mão de obra, que também impactam os preços", explica.

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