O ministro Jorge Messias informou ao presidente Lula (PT) que deixará o cargo de advogado-Geral da União (AGU) após a rejeição de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado. Essa informação foi divulgada em 01 de maio de 2026, às 10h28, e marca um momento significativo na política brasileira, já que a última recusa a uma indicação ao STF ocorreu há 132 anos.
A conversa entre Messias e Lula aconteceu no Palácio da Alvorada, poucas horas após a derrota no plenário da Casa Alta. Durante esse encontro, o ministro expressou que não se sentia em condições de interagir de forma direta com membros do Congresso e do STF que se opuseram ativamente à sua nomeação. Messias ainda fez uma declaração contundente, afirmando que “não quer ver mais essas pessoas nem se estiverem pintadas de ouro”.
Apesar do apelo de Lula para que o advogado-geral reconsiderasse a decisão de deixar a AGU durante o feriado e o fim de semana, aliados próximos de Messias afirmam que ele está decidido a seguir com a sua saída.
A rejeição da indicação de Messias ao STF representa uma derrota histórica para o governo Lula, uma vez que a última vez em que o Senado rejeitou um nome indicado ao Supremo foi em 1894, logo após a Proclamação da República. Naquela ocasião, cinco nomes indicados pelo presidente Floriano Peixoto foram barrados, um marco que perdurou até a recente votação.
Esse episódio destaca a complexidade das relações entre o executivo e o legislativo no Brasil, além de evidenciar os desafios enfrentados pelo governo na articulação política. A saída de Jorge Messias da AGU pode ter implicações significativas para a condução da Advocacia-Geral da União nos próximos meses, em um contexto de crescente tensão entre os poderes.

