O Athletico deu início nesta semana à demolição do setor inferior da Coronel Dulcídio, com o objetivo de implantar uma arquibancada retrátil. Esta obra, inédita no futebol brasileiro, está programada para ser concluída até agosto e resultará em uma redução temporária de dois mil lugares na Arena da Baixada.
A demolição da estrutura atual seguirá nas próximas semanas e, posteriormente, o clube começará a instalação da nova arquibancada. Essa iniciativa permitirá que eventos e shows continuem a ser realizados no estádio, sem interferir no calendário de jogos da equipe de futebol, um aspecto considerado essencial para o clube.
Fernando Volpato, diretor de operações do Athletico, comentou sobre a importância dessa obra para evitar prejuízos financeiros ao clube. Ele ressaltou que muitos times enfrentam dificuldades em alinhar as datas de jogos com eventos, uma vez que grandes turnês internacionais exigem a contratação com um ano de antecedência, mas o calendário esportivo pode ser incerto.
“Se não há espaço fora do gramado para montar um palco, os clubes se veem forçados a tomar decisões difíceis, como abrir mão da receita de eventos ou retirar partidas da Arena, o que pode gerar várias consequências negativas”, explicou Volpato. A nova arquibancada permitirá uma flexibilidade maior, reduzindo significativamente o risco de ter que remover jogos da programação da Arena, mesmo quando os eventos são agendados com bastante antecedência.
Além da construção da arquibancada, o Athletico TAMBÉM planeja a troca do gramado sintético da Arena, um investimento estimado em R$ 4 milhões. Essa mudança ocorrerá durante a Copa do Mundo, garantindo que o calendário de jogos do clube não seja afetado.
Com a interdição do setor, os sócios que ocupam as cadeiras nesta área foram informados previamente e receberam orientações sobre como acessar o estádio nos próximos jogos em casa. O clube assegura que os torcedores estão cientes de todas as instruções necessárias para a entrada na Arena durante o período das obras.

