Uma servidora pública de 63 anos, Eliana Lázaro da Silva, foi presa na manhã de sexta-feira em Botucatu, interior de São Paulo, após ser identificada por câmeras de segurança durante um deslocamento pelo centro da cidade. A prisão foi determinada por um mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a uma condenação a 14 anos de prisão em regime fechado relacionada aos eventos ocorridos em 8 de janeiro de 2023 em Brasília.
A detenção ocorreu em um posto de combustíveis na Avenida Floriano Peixoto, onde o veículo da servidora foi reconhecido por meio do sistema 'Muralha Virtual'. Essa tecnologia utiliza câmeras para identificar placas de veículos e confrontar informações com bancos de dados de pessoas procuradas pela Justiça. O alerta disparado pelo Centro de Operações Integradas permitiu que a Guarda Civil Municipal localizasse o carro rapidamente, em questão de segundos.
Após a confirmação do mandado, Eliana foi informada sobre a situação e levada ao plantão policial sem resistência, conforme registrado no boletim de ocorrência. Posteriormente, a mulher foi transferida para a Cadeia Pública de Itatinga, onde aguardará a audiência de custódia. O local definitivo para o cumprimento da pena ainda não foi definido pelas autoridades competentes.
A condenação de Eliana foi decidida pela Primeira Turma do STF durante um julgamento virtual em fevereiro, onde a pena foi estabelecida de forma unânime, incluindo 100 dias-multa. Além disso, a decisão judicial determinou uma indenização mínima de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, a qual deve ser paga solidariamente entre todos os condenados pelos mesmos crimes.
O advogado da servidora, Ézio Fusco Junior, informou que Eliana levava uma vida normal após os acontecimentos de janeiro de 2023, exercendo suas funções em uma central de polícia e cuidando de sua mãe idosa. Ele também relatou que a cliente participou de uma excursão que partiu de Botucatu em direção à capital federal, e no retorno, o ônibus foi interceptado pela Polícia Rodoviária Federal na rodovia Transbrasiliana (BR-153), no município de Onda Verde, onde transportava 45 passageiros.
Em relação à condenação, o advogado destacou que Eliana ficou triste e indignada com a decisão judicial, afirmando que, para ela, não havia cometido os crimes pelos quais foi condenada.

