Renúncia de R$ 80 bilhões: a AGU abre mão de litígios

A Advocacia Geral da União (AGU) abriu mão de R$ 80 bilhões em litígios, segundo cálculos conservadores.
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Foto: Presidente Lula e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Foto: Rafa Ned

Publicado em 03 de maio de 2026 às 13h55

A Advocacia Geral da União (AGU) protagonizou uma série de acordos que podem ter resultado numa renúncia de até R$ 80 bilhões em multas, indenizações e bens estratégicos para a União, segundo cálculos bastante conservadores.

A AGU vem atuando não como o escudo do Estado, mas como a fiadora jurídica de uma série de manobras de engenharia financeira e legal coordenadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), desde a gestão do impoluto Bruno Dantas.

O resultado real é um balcão de negócios (ou seria negociatas?) onde o risco é integralmente socializado, as punições são anuladas e o verdadeiro tesouro nacional é repassado à iniciativa privada, sem concorrência e a preço de banana. Tudo isso feito com aval de um governo de esquerda que, publicamente, critica banqueiros e privatizações.

O caso da operadora Oi é o mais emblemático e oneroso (um rombo de até R$ 50 bilhões — há quem estime em R$ 100 bi). O Estado brasileiro e o TCU, com o indispensável parecer favorável da AGU, aceitaram o argumento de que estavam apenas resolvendo o passivo de uma empresa falida e evitando um apagão nos telefones fixos do país.

Venderam para a opinião pública a ideia de que a infraestrutura da Oi era um estorvo feito de cabos de cobre enfe.

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